quarta-feira, 23 de outubro de 2013

História

Meu pastor presidente  Jessé Pimentel

Meu irmão

Família

Igreja de amanhã em ação hoje

Novas soldados

Batismo nas águas

União de mulheres

Meu irmão

Minha sobrinha

Minha filha

Meu filho

A.D.M.P.

A conversão de Constantino.

Era o mês de outubro do ano 312. Um jovem general, a quem todas as tropas romanas da Bretanha e da Gália eram fiéis, marchava em direção a Roma para desafiar Maxêncio, outro postulante ao trono imperial. Segundo o relato da história, o general Constantino olhou para o céu e viu um sinal, uma cruz brilhante, na qual podia ler: "Com isto vencerás". O supersticioso soldado já estava começando a rejeitar as divindades romanas a favor de um único Deus. Seu pai adorava o supremo deus Sol. Seria um bom presságio daquele Deus na véspera da batalha?
Mais tarde, Cristo teria aparecido a Constantino em um sonho, segurando o mesmo sinal (uma cruz inclinada), lembrando as letras gregas chi (c) e rho (r), as duas primeiras letras da palavra Christos. O general foi instruído a colocar esse sinal nos escudos de seus soldados, o que fez prontamente, da forma exata como fora ordenado.
Conforme prometido, Constantino venceu a batalha.
Esse foi um dos diversos momentos marcantes do século iv, um período de violentas mudanças. Se você tivesse saído de Roma no ano 305 d.C. para viver anos no deserto, quando voltasse certamente esperaria encontrar o cristianismo morto ou enfrentando as últimas ondas de perseguição. Em vez disso, o cristianismo se tornou a religião patrocinada pelo império.
Depois de ter tomado o poder em 284, Diocleciano, um dos mais brilhantes imperadores romanos, começou uma enorme reorganização que afetaria as áreas militar, econômica e civil. Durante certo período de tempo, ele deixou o cristianismo em paz.
Uma das grandes idéias de Diocleciano foi a reestruturação do poder imperial. Dividiu o império em Oriente e Ocidente, e cada lado teria um imperador e um vice-imperador (ou césar). Cada imperador serviria por vinte anos e, a seguir, os césares assumiriam também por vinte anos e assim por diante. No ano 286, Diocleciano indicou Maximiano imperador do Ocidente, enquanto ele mesmo continuava a governar o Oriente. Os césares eram Constancio Cloro (pai de Constantino) no Ocidente e Galério no Oriente.
Galério era radicalmente anticristão (há informações que ele atribuiu a perda de uma batalha a um soldado cristão que fez o sinal da cruz). É bem provável que o imperador do Oriente tenha assumido posições anticristãs por instigação de Galério. Tudo isso era parte da reorganização do império, de modo que a lógica era a seguinte: Roma tinha uma moeda única, uní sistema político único e, portanto, deveria ter uma única religião; os cristãos, porém, estavam em seu caminho.
A partir do ano 298, os cristãos foram retirados do exército e do serviço civil. Em 303, a grande perseguição teve início. As autoridades planejaram impor severas sanções sobre os cristãos, que começariam a ser implantadas na Festa da Termi-nália, em 23 de fevereiro. As igrejas foram arrasadas, as Escrituras confiscadas, e as reuniões proibidas. No início, não houve derramamento de sangue, mas Galério logo se encarregou de mudar essa situação. Quando Diocleciano e Maximiano deixaram seus postos (de acordo com o planejado), em 305, Galério desencadeou uma perseguição ainda mais brutal. De modo geral, Constantino, que governava o Ocidente, era mais indulgente. Porém, as histórias de horror do Oriente eram abundantes. Até o ano 310, a perseguição tirou a vida de muitos cristãos.
Contudo, Galério foi incapaz de esmagar a igreja. Estranhamente, em seu leito de morte, ele mudou de idéia. Em outro grande momento, no dia 30 de abril de 31 1, o feroz imperador desistiu de lutar contra o cristianismo e promulgou o Édito de Tolerância. Sempre político, insistiu em que fizera tudo para o bem do império, mas que "grande número" de cristãos "persiste em sua determinação". Desse modo, agora era melhor permitir que eles se encontrassem livremente, contanto que não atentassem contra a ordem pública. Além disso, declarou: "Será tarefa deles orar ao seu Deus em benefício de nosso Estado". Roma precisava de toda a ajuda que pudesse obter. Galério morreu seis dias depois.
O grande plano de Diocleciano, no entanto, começava a ruir. Quando Constancio morreu, no ano 306, seu filho Constantino foi proclamado governador por seus soldados leais. Maximiano, porém, tentou sair do exílio e governar o Ocidente outra vez com o filho, Maxêncio (que terminou tirando o próprio pai do poder). Enquanto isso, Galério indicava um general de sua confiança, Licínio, para governar o Ocidente. Cada um desses futuros imperadores reivindicava um pedaço do território ocidental. Eles teriam de lutar por ele. Constantino, de maneira astuta, forjou uma aliança com Licínio e lutou contra Maxêncio. Na batalha da Ponte Mílvia, Constantino saiu vitorioso.
Naquele momento, Constantino e Licínio montaram um delicado equilíbrio de poder. Constantino estava ansioso para agradecer a Cristo por sua vitória e, desse modo, optou por dar liberdade e status à igreja. No ano 313, ele e Licínio emitiram oficialmente o Edito de Milão, garantindo a liberdade religiosa dentro do império. "Nosso propósito", dizia o édito, "é garantir tanto aos cristãos quanto a todos os outros a plena autoridade de seguir qualquer culto que o homem desejar".
Constantino, imediatamente, assumiu o interesse imperial pela igreja: restaurou suas propriedades, deu-lhe dinheiro, interveio na controvérsia donatista e convocou os concílios eclesiásticos de Arles e de Nicéia. Ele também fazia manobras para obter poder sobre Licínio, a quem finalmente depôs, em 324.
Assim, a igreja passou de perseguida a privilegiada. Em um período de tempo surpreendentemente curto, suas perspectivas mudaram por completo. Depois de séculos como movimento contracultural, a igreja precisava aprender a lidar com o poder. Ela não fez todas as coisas de maneira correta. A própria presença dinâmica de Constantino modelou a igreja do século iv, modelo que ela adotou daí em diante. Ele era um mestre do poder e da política, e a igreja aprendeu a usar essas ferramentas.
A visão de Constantino foi autêntica ou ele foi apenas um oportunista, que usou o cristianismo para benefício próprio? Somente Deus conhece a alma. Embora tenha falhado na demonstração de sua fé em várias ocasiões, o imperador certamente assumiu um interesse ativo no cristianismo que professava, chegou até mesmo a correr risco pessoal em certos momentos.
Ε certo que Deus usou Constantino para fazer com que as coisas acontecessem para a igreja. O imperador afirmou e assegurou a tolerância oficial à fé. Ao fazer isso, porém, ele seguiu os passos do moribundo Galério. Assim, a batalha contra a perseguição romana foi vencida, em certo sentido, não na ponte Mílvia, mas nas arenas em que os cristãos entraram para enfrentar bravamente a morte.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Cipriano Luta Pela Unidade

Cipriano escreve Unidade da igreja

Que relação existe entre os membros da igreja e seus líderes? De que maneira a igreja pode disciplinar os membros? Essas são questões que a igreja deve abordar em qualquer época.
Em meados do século m, as respostas a essas perguntas foram proferidas por Cipriano, que possuíra muita riqueza e nascera pagão em uma família culta, por volta do ano 200. Quando se tornou cristão, renunciou ao seu estilo de vida, doou seus bens e o dinheiro aos pobres e assumiu o voto de castidade. Com relação à sua conversão, escreveu: "O segundo nascimento fez de mim um novo homem por meio do Espírito soprado do céu".
Professor de retórica e orador famoso, o eloqüente e devoto Cipriano destacou-se entre os membros da igreja, tornando-se bispo de Cartago por volta do ano 248.
Embora tivesse conhecimento dos clássicos gregos e romanos, Cipriano não era teólogo. De modo diferente de Tertuliano, a quem admirava, Cipriano era um homem prático que se importava pouco com as disputas teológicas de seus dias. Ele simplesmente queria a unidade da igreja. Em uma igreja bem desunida, buscou unir os cristãos por meio da autoridade dos bispos.
O imperador romano Décio perseguira os cristãos, e alguns negaram sua fé. Décio não procurava fazer mártires, porque sabia que o martírio simplesmente chamava mais a atenção para o cristianismo. Em vez de matar os cristãos, os torturava, na esperança de que dissessem "César é Senhor". Os que se rendiam e proferiam essa declaração passaram a ser conhecidos como lapsi.
Os cristãos que se mantinham firmes, denominados "confessores", normalmente desaprovavam os lapsi. Desse modo, o concilio de bispos estabeleceu regras rígidas em relação à readmissão dos crentes proscritos na igreja. Diante dessa disciplina, um sacerdote chamado Novato deu início a uma igreja rival que oferecia admissão fácil aos lapsi.
Embora não tivesse sofrido por causa de sua fé, Cipriano não conseguia suportar a divisão. Acreditava que os cristãos dedicados deveriam passar pela penitência para provar sua fé. A penitência era composta de um período de tristeza verdadeira, depois do qual a pessoa poderia participar novamente da ceia do Senhor. Depois de o penitente ter "cumprido seu tempo", ele comparecia diante da congregação vestido de saco e coberto de cinzas para que os bispos pronunciassem o perdão. Cipriano via isso como um sistema graduado: quanto mais grave fosse o pecado, mais penitência a pessoa precisava cumprir. Sua idéia tornou-se popular e passou a ser um dos mais poderosos — e, às vezes, mais abusivos — métodos de disciplina da igreja.
No ano 251, Cipriano convocou o Concilio de Cartago e leu Unidade da igreja, seu trabalho principal, que teve profunda influência sobre a história da igreja. A igreja, conforme argumentou, é uma instituição divina — a noiva de Cristo — e somente pode haver uma noiva. Somente na igreja as pessoas poderiam alcançar a salvação; fora dela, há somente escuridão e confusão. Fora da igreja, os sacramentos e os pastores — e até mesmo a Bíblia — não tinham importância. O indivíduo não poderia viver a vida cristã em contato direto com Deus; ele precisava da igreja. Uma vez que Cristo estabelecera a igreja sob autoridade de Pedro, a Pedra, Cipriano disse que todos os bispos eram, em certo sentido, sucessores de Pedro e, portanto, deveriam ser obedecidos. Embora não declarasse que o bispo de Roma estava acima dos outros, Cipriano via o episcopado como especial em razão da conexão de Pedro àquela cidade.
Afirmações de Cipriano como "Fora da igreja não há salvação" e "Ninguém pode ter Deus como Pai se não tiver a igreja como mãe" encorajavam as pessoas a dar aos bispos lugar de grande importância. O bispo era capaz de determinar quem podia fazer parte da igreja, o que, com efeito, é o mesmo que ter o poder de dizer: "Você está salvo; você não está salvo". Em vez de confiar na obra do Espírito Santo por meio da igreja como um todo, Cipriano deixou implícito que o Espírito Santo trabalhava por meio dos bispos.
Os bispos, naturalmente, ganharam poder com a disseminação dessas idéias. Cipriano também promoveu a idéia de que a missa era o sacrifício do sangue e do corpo de Cristo. Uma vez que os sacerdotes agiam como representantes de Cristo, oferecendo novamente o sacrifício em todos os cultos de adoração, isso somente serviu para lhes aumentar o poder.
Cipriano morreu durante a perseguição do imperador Valeriano. Pelo fato de ter se recusado a oferecer sacrifícios aos deuses pagaos, o bispo de Cartago foi decapitado em 258.
A igreja da época de Cipriano, caracterizada pela desunião, apegou-se às suas idéias. O bispo não poderia ter previsto as conseqüências dos meios pelos quais procurou manter a igreja unida. Na Idade Média, alguns homens incrivelmente gananciosos e imorais exerceriam o ofício de bispo, usando-o em benefício próprio, em vez de cuidar dos assuntos espirituais. A estrutura hierárquica que criou a "união", também provocou uma enorme divisão entre o clero e os leigos.


quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Orígenes - mensagem espiritual mais vivida literalmente

Orígenes começa a escrever


Em seus primeiros dias, o cristianismo foi criticado como uma religião de pobres e iletrados, pois, na verdade, muitos dos fiéis vinham das classes mais humildes. Como Paulo escreveu, na igreja "poucos eram sábios segundo os padrões humanos; poucos eram poderosos; poucos eram de nobre nascimento" (I Co 1.26).
No século ni, porém, o maior intelectual da época era cristão. Pagãos, hereges e cristãos admiravam Orígenes. Sua instrução e conhecimento vastos contribuíram muito para o futuro da cultura cristã.
Orígenes nasceu em Alexandria, por volta do ano 185, filho de pais cristãos devotos. Por volta do ano 201, seu pai, Leónidas, foi preso durante a perseguição de Septímio Severo. Orígenes escreveu ao pai, que estava na prisão, e o encorajou a não negar a Cristo por amor à família. Embora Orígenes quisesse se entregar às autoridades e sofrer o martírio com pai, sua mãe escondeu suas roupas e impediu esse ato zeloso, mas tolo.
Depois do martírio de Leónidas, sua propriedade foi confiscada e sua viúva foi deixada com sete filhos. Orígenes tomou as providências para sustentá-los, ensinando literatura grega e copiando manuscritos. Uma vez que muitos dos estudiosos mais idosos fugiram para Alexandria na época da perseguição, a escola catequética cristã tinha grande necessidade de professores. Aos dezoito anos, Orígenes tornou-se presidente da escola e deu início à sua longa carreira de professor, estudioso e escritor.
Praticava a ascese, passava grande parte das noites em estudo e em oração, dormia no chão duro, nos poucos momentos em que realmente conciliava o sono. Seguia o mandamento de Jesus, pois tinha apenas uma capa e não possuía sapatos. Chegou até mesmo a seguir literalmente Mateus 19.12: ele se castrou como defesa contra as tentações carnais. O maior desejo de Orígenes era ser fiel à igreja e honrar o nome de Cristo.
Como escritor extremamente prolífico, Orígenes foi capaz de manter sete secretários ocupados com seus ditados. Ele produziu cerca de duas mil obras, incluindo comentários sobre quase todos os livros da Bíblia, além de centenas de homílias. A obra Héxapla foi uma façanha da crítica textual, pois tentou encontrar a melhor versão grega do Antigo Testamento. Em seis colunas paralelas, era possível observar o a.t. em hebraico, uma transliteração para o grego, três traduções em grego e a Septuaginta. A obra Contra Celso foi um dos mais importantes trabalhos apologéticos do cristianismo, pois o defendeu dos ataques pagãos. A obra De principiis [Sobre os princípios] foi a primeira tentativa de criar uma teologia sistemática. Nela, Orígenes examina cuidadosamente as crenças cristãs referentes a Deus, a Cristo e ao Espírito Santo, bem como assuntos referentes à Criação, à alma, ao livre-arbítrio, à salvação e às Escrituras.
Orígenes foi, em grande parte, responsável pelo estabelecimento da interpretação alegórica das Escrituras, que dominaria a Idade Média. Acreditava que em todo o texto existiam três níveis de significado: o literal, o moral (que servia para edificar a alma) e o alegórico ou espiritual, considerado oculto é o mais importante para a fé cristã. O próprio Orígenes desprezou o significado literal e o histórico-gramatical do texto, enfatizando o significado alegórico mais profundo.
Orígenes tentou relacionar o cristianismo à ciência e à filosofia de seus dias. Acreditava que a filosofia grega era a preparação para a compreensão das Escrituras e usava a analogia, mais tarde adotada por Agostinho, de que os cristãos "despojaram os egípcios", quando usaram a riqueza do conhecimento pagão na causa cristã (Êx 12.35,36).
Ao aceitar os ensinamentos da filosofia grega, Orígenes adotou muitas idéias platônicas, estranhas ao cristianismo ortodoxo. A maioria de seus erros era causada pela pressuposição grega de que a matéria e o mundo material são intrinsecamente maus. Acreditava na existência da alma antes do nascimento e ensinava que a posição de alguém no mundo era conseqüência de sua conduta em um estado preexistente. Negava a ressurreição física e advogava que, no final de tudo, Deus salvaria todos os homens e todos os anjos. Uma vez que Deus não podia criar o mundo material sem entrar em contato com a matéria básica, o Filho foi eternamente gerado pelo Pai que, por sua vez, criou o mundo eterno. Segundo ele, foi somente a humanidade de Jesus que morreu na cruz, como pagamento feito ao Diabo em resgate pelo mundo.
Devido a equívocos como esses, o bispo Demétrio de Alexandria convocou o concilio que excomungou Orígenes. Embora Roma e a igreja ocidental tivessem aceitado a excomunhão, a igreja da Palestina e a maior parte do Oriente não a aceitaram. Eles continuaram consultando Orígenes devido à sabedoria, à erudição e ao conhecimento que ele possuía.
Durante a perseguição promovida por Décio, Orígenes foi preso, torturado e condenado a morrer em uma estaca. Somente a morte do imperador impediu que a sentença fosse executada. Com a saúde debilitada devido à provação, Orígenes morreu por volta do ano 251. Ele fez mais do que qualquer outra pessoa para promover a causa da erudição cristã e para fazer com que a igreja fosse respeitada aos olhos do mundo. Os pais da igreja posteriores a ele, tanto do Oriente quanto do Ocidente, sentiram sua influência. A diversidade de seu pensamento e de seus escritos lhe rendeu a reputação de ser o pai da ortodoxia, bem como das heresias.

Cerimonia de 50 anos de casamento

CERIMÔNIA DE RENOVAÇÃO DE VOTOS 1
O QUE É:
A cerimônia de renovação de votos não é igual a de um casamento, apesar de ser bem
parecida. Geralmente elas são realizadas numa igreja, casa, salão reservado de um restaurante,
na praia ou em um sítio. Ela é voltada essencialmente para a família e os amigos mais próximos.
Parte-se do princípio de que a grande festa já ocorreu (o casamento) e que agora o casal está
apenas confirmando tudo o que prometeu naquela época.
QUANDO REALIZAR:
Uma cerimônia de renovação de votos é a celebração de um compromisso já firmado.
Qualquer casal que já tenha se casado pode fazer uma, independente do tempo que estiverem
juntos. Geralmente as cerimônias acontecem nas chamadas Bodas de Casamento (veja no final
do artigo). Pode-se realizar bodas todos os anos, mas usualmente se faz a cada 5 anos.
COMO É:
A sequência abaixo é só um exemplo para uma cerimônia mais formal:
1. Entrada das testemunhas ou padrinhos. Geralmente não temos isto neste tipo de cerimônia,
no máximo, poderia entrar uns 2 ou 3 casais que realmente tenham cumprido o papel de
ajudar o casal ao longo dos anos, isto seria uma forma de honrá-los.
2. Entrada das floristas, pajens e damas de honra. Uma boa opção é a entrada dos filhos, para
casais que os tenham é claro.
3. Entrada do Casal. Eles entram juntos pois já são casados. No mais, os convidados devem
gravar a imagem do casal indo juntos à presença de Deus.
4. O pastor fará a parte litúrgica da cerimônia e da exposição da Palavra de Deus.
5. Momento da Aliança: pode-se optar por já trazer os anéis (alianças) no dedo, pois neste caso
demonstrariam que sempre continuaram com eles; ou pode-se fazer uma “entrada das
alianças”, neste caso o marido poderia aproveitar para mandar polir ou até mesmo
remodelar estes anéis.
6. Renovação das Promessas: o casal pronunciará no microfone para todos ouvirem. Opções:
1) o pastor pode falar e os cônjuges repetirem, 2) os cônjuges podem decorar sua fala e
pronunciarem. Lembrando que, como já são casados, tem que seguir a regra: “eu prometo
continuar te amando e sendo fiel...”, “eu renovo diante de Deus o meu compromisso feito a
xx anos atrás de...”.
7. Após renovarem suas promessas, o pastor imporá as mãos sobre eles e ministrará a benção
de Deus.
8. Encerra-se a cerimônia com o tradicional beijo, sim, afinal a paixão não deve acabar com o
passar dos anos!
ORGANIZE-SE:
1. Defina a data e o local. Reserve tudo, cuidado para não ter surpresas. Se for local sem
cobertura, verifique se é tempo de chuva.
2. Convide um pastor.
3. Decida que vai cuidar da decoração e do cerimonial.
4. Faça convites e distribua.
5. Decida se haverá festa, caso afirmativo, então organize tudo com antecedência.
6. O que o casal deve vestir? Vai depender do local e do horário escolhido. Quanto mais
descontraída a cerimônia, mais despojado pode ser o look. Não se usa vestido de noiva
tradicional, mas o branco cai muito bem para a mulher.
BODAS DE CASAMENTO 2
Boda (pronuncia-se "bôda") é a festa que celebra o aniversário de casamento. No Brasil.
é costume dizer Bodas, no plural. As bodas de prata (vinte e cinco anos de casamento) e de ouro
(cinqüenta) são as mais conhecidas e comemoradas.
Todas as datas e aniversários são importantes para os casais felizes. Mas enquanto as
comemorações dos primeiros aniversários de casamento passam-se na intimidade, em geral as
bodas maiores assumem um caráter eminentemente social. É quando a comemoração exige
maior brilho e maior destaque. Em geral, não só a família, mas todos os amigos são convocados
para participar do acontecimento.
Poucas pessoas conhecem a origem etimológica da palavra boda. Ela provém da palavra
latina votum, que significa promessa. Desta forma, quando se diz "minha boda" estamos
dizendo "minha promessa".
De acordo com o seu significado religioso, sem dúvida é a promessa por excelência, que
um homem e uma mulher podem fazer diante de Deus, realizando seu compromisso de esposo e
esposa diante de um altar consagrado. Uma promessa para toda a vida, e esse é o ditame de seu
ritual.
Por isso esse momento tão especial deverá ser comemorado em toda sua magnitude,
unido a cada um dos elementos que contribuem para que essa promessa tenha a força simbólica
que merece.
A própria definicação da palavra casamento (ou matrimônio) reforça esse caráter solene.
Segundo os dicionários:
Casamento: ato de casar, união legítima entre homem e mulher, matrimônio, cerimônia
ou festa nupcial.
Casamento: sm. 1. União solene entre duas pessoas de sexos diferentes, com
legitimação religiosa e/ou civil; núpcias. 2. A cerimônia dessa união. 3. Fig. Aliança, união.
(Dicionário Aurélio).
É tradicional, na cultura ocidental, se comemorar com bodas os eventos relativos ao
casamento, e com o jubileu, outros fatos marcantes da vida social. Para marcar cada um desses
eventos se associa a cada data das bodas algum material que o represente. Por exemplo:
OURO: O ouro fascina a humanidade desde a sua descoberta. De todos os metais,
apenas ele reúne beleza, brilho, virtual indestrutibilidade e maleabilidade.
DIAMANTE: Da palavra grega "adamas" que significa força e eternidade do amor
surgiu a denominação diamante.
Normalmente as alianças de casamento são confeccionadas em ouro, simbolizando a
indestrutibilidade dessa união. Nas joalherias, tradicionalmente são produzidas alianças
específicas para as bodas de prata e bodas de ouro.
O anel como sinal de comprometimento, ou seja, a aliança, foi utilizada a primeira vez
pela Civilização Romana repetindo-se esta tradição até hoje em outros povos. As alianças de
casamento assumem um papel de grande importância nessa comemoração, pelo próprio
significado do nome dado a essa joia:
Aliança: ato ou efeito de aliar, casamento, anel de noivado ou de casamento.
Aliar ( do latim "alligare" ) : unir, fazer ligação, harmonizar, combinar, agrupar, unir em
casamento, ligar-se, confederar-se, casar-se."
Conta-se que por volta de 1800 eram divididas ao meio e internamente tinham escritas
frases como "Para sempre" e "Eu te amo", ou pedras encrustadas.
Embora a maioria das pessoas só conheça as bodas de prata (25) e de ouro (50), a
cultura popular associou um material para cada aniversário de casamento, independentemente
dos anéis, que representa uma nova etapa de vida.
BODAS DE CASAMENTO: *mais frequentemente aceita.
01º - Bodas de Papel
02º - Bodas de Algodão
03º - Bodas de Couro ou Trigo
04º - Bodas de Flores, Frutas ou Cera
05º - Bodas de Madeira ou Ferro
06º - Bodas de Açúcar ou Perfume
07º - Bodas de Latão ou Lã
08º - Bodas de Barro ou Papoula
09º - Bodas de Cerâmica ou Vime
10º - Bodas de Estanho ou Zinco
11º - Bodas de Aço
12º - Bodas de Seda ou Ônix
13º - Bodas de Linho ou Renda
14º - Bodas de Marfim
15º - Bodas de Cristal
16º - Bodas de Safira ou Turmalina
17º - Bodas de Rosa
18º - Bodas de Turquesa
19º - Bodas de Cretone ou Água Marinha
20º - Bodas de Porcelana
21º - Bodas de Zircão
22º - Bodas de Louça
23º - Bodas de Palha
24º - Bodas de Opala
25º - Bodas de Prata
26º - Bodas de Alexandrita
27º - Bodas de Crisoprásio
28º - Bodas de Hematita
29º - Bodas de Erva
30º - Bodas de Pérola
31º - Bodas de Nácar
32º - Bodas de Pinho
33º - Bodas de Crizopala
34º - Bodas de Oliveira
35º - Bodas de Coral
36º - Bodas de Cedro
37º - Bodas de Aventurina
38º - Bodas de Carvalho
39º - Bodas de Mármore
40º - Bodas de Esmeralda
41º - Bodas de Seda
42º - Bodas de Prata dourada
43º - Bodas de Azeviche
44º - Bodas de Carbonato
45º - Bodas de Rubi
46º - Bodas de Alabastro
47º - Bodas de Jaspe
48º - Bodas de Granito
49º - Bodas de Heliotrópio
50º - Bodas de Ouro
51º - Bodas de Bronze
52º - Bodas de Argila
53º - Bodas de Antimônio
54º - Bodas de Níquel
55º - Bodas de Ametista
56º - Bodas de Malaquita
57º - Bodas de Lápis-lazúli
58º - Bodas de Vidro
59º - Bodas de Cereja
60º - Bodas de Diamante
61º - Bodas de Cobre
62º - Bodas de Telurita
63º - Bodas de Sândalo
64º - Bodas de Fabulita
65º - Bodas de Platina
66º - Bodas de Ébano
67º - Bodas de Neve
68º - Bodas de Chumbo
69º - Bodas de Mercúrio
70º - Bodas de Vinho
71º - Bodas de Zinco
72º - Bodas de Aveia
73º - Bodas de Manjerona
74º - Bodas de Macieira
75º - Bodas de Brilhante ou Alabastro
76º - Bodas de Cipestre
77º - Bodas de Alfazema
78º - Bodas de Benjoim
79º - Bodas de Café
80º - Bodas de Nogueira ou Carvalho
81º - Bodas de Cacau
82º - Bodas de Cravo
83º - Bodas de Begônia
84º - Bodas de Crisântemo
85º - Bodas de Girassol
86º - Bodas de Hortênsia
87º - Bodas de Nogueira
88º - Bodas de Pêra
89º - Bodas de Figueira
90º - Bodas de Álamo
91º - Bodas de Pinheiro
92º - Bodas de Salgueiro
93º - Bodas de Imbuia
94º - Bodas de Palmeira
95º - Bodas de Sândalo
96º - Bodas de Oliveira
97º - Bodas de Abeto
98º - Bodas de Pinheiro
99º - Bodas de Salgueiro
100º - Bodas de Jequitibá

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Tertuliano - Um africano que escrevia em latim

C. 196

Tertuliano começa a escrever livros cristãos

"O sangue dos mártires é a semente da igreja."   
"É certo por ser impossível." "O que Atenas e Jerusalém têm em comum?"
Frases mordazes como essas eram típicas das obras de Quinto Septímio Florente Tertuliano — ou simplesmente Tertuliano. Nativo de Cartago, foi criado em um lar de cultura pagã e educado nos clássicos da literatura, na arte de discursar e em Direito. Por volta do ano 196, quando voltou seu poderoso intelecto para os tópicos cristãos, Tertuliano mudou o caráter do pensamento e da literatura da igreja ocidental.
Até esse ponto, a maioria dos escritores cristãos usava o grego — uma língua flexível e sutil, perfeita para filosofar e para discutir ninharias. Os cristãos de fala grega geralmente aplicavam a propensão filosófica à sua fé.
Embora Tertuliano, um africano, soubesse grego, preferia escrever em latim. Suas obras refletem a inclinação romana para a praticidade e para enfatizar a moral. Esse influente advogado atraiu muitos outros escritores para sua língua favorita.
Enquanto os cristãos gregos discutiam a divindade de Cristo e sua relação com o Pai, Tertuliano buscava unificar a fé e esclarecer a posição ortodoxa. Em função disso, criou uma fórmula bastante útil que é usada ainda hoje: Deus é uma única substância, consistindo em três pessoas.
Ao introduzir a fórmula o que se tornou a doutrina da Trindade, Tertuliano extraiu sua terminologia não dos filósofos, mas dos tribunais romanos. A palavra latina substantia não significava "material", mas carregava a idéia de "direito à propriedade". A substantia de Deus era o seu "torrão", por assim dizer. A palavra persona não significava "pessoa", do modo como usamos a palavra. Ela se referia a uma das partes na ação legal. Conforme esse uso, o termo permite que seja concebível que três personae pudessem compartilhar a mesma substantia. Três pessoas (Pai, Filho e Espírito Santo) compartilham uma substância (a soberania divina).
Embora Tertuliano tivesse perguntado "o que Atenas [a filosofia] e Jerusalém [a igreja] têm em comum?", a filosofia estoica, bastante popular em sua época, causou grande influência na vida de Tertuliano. Alguns dizem que a ideia do pecado original passou do estoicismo para Tertuliano e depois para a igreja ocidental. Tertuliano parece ter pensado que, de alguma maneira, a alma era material: assim como o corpo é formado pela concepção, o mesmo acontece com a alma. O pecado de Adão é passado adiante como um traço genético.
A igreja ocidental passou a defender essa ideia, mas isso não aconteceu com a igreja do oriental (que assumiu visão mais otimista da natureza humana).
Por volta do ano 206, Tertuliano deixou a igreja para se juntar aos montañistas, grupo de "puristas" que reagiu contra o que consideravam uma frouxidão moral entre os cristãos. Eles esperavam que a Segunda Vinda acontecesse logo e passaram a ressaltar a liderança imediata do Espírito Santo, e não a do clero ordenado.
Embora Tertuliano tivesse começado a enfatizar a ideia da sucessão apostólica — a passagem do poder e da autoridade apostólica aos bispos —, ficou perturbado pela afirmação dos bispos de que tinham poder para perdoar pecados. Ele acreditava que isso levaria à frouxidão moral, assim como afirmou que isso se tratava de grande presunção por parte dos bispos. Além do mais, pensava, não seriam todos os crentes sacerdotes? Seria a igreja formada por santos que dirigiam a si mesmos ou uma turba de santos e pecadores administrados por uma "classe" profissional, o clero?
Tertuliano lutava contra forças poderosas. Por mais de 1 200 anos, o clero teria um lugar especial. Somente depois de Martinho Lutero ter desafiado a igreja é que "o sacerdócio de todos os crentes" foi defendido outra vez.


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