domingo, 25 de junho de 2017

Fariseus e saduceus


AS SEITAS JUDAICAS
1- Os fariseus
a- Seus antecedentes eram os reformadores dos tempos de Esdras e Neemias.
b- Quando Matatias revoltou-se contra os esforços de Antioco, os Hasidim “os
piedosos” o apoiaram e se ligaram a ele.
c- Mais tarde os Hasidim foram denominados perushim “os separados”.
2-Os Saduceus
a- O nome possivelmente vem de Zadoque , o sumo sacerdote dos tempos de Davi
( 2 Sam.8:17, 15:24 )
b- Eles aparecem na história na mesma época que os fariseus.
c- Enquanto os fariseus eram nacionalistas, a tendência dos saduceus era na
direção da filosofia grega com a cultura grega.
d- Sendo eles um partido político de tendências sacerdotais e aristocráticas, tinham
pouca influência com o povo comum.
3- Uma comparação entre Fariseus e Saduceus :
Fariseus:
a- Constituíram o núcleo da aristocracia religiosa e acadêmica.
b- Ensinavam que a alma era imortal, que havia uma ressurreição corporal e
julgamento futuro com galardão ou castigo.
c- Acreditavam na existência de anjos e espíritos bons e maus.
d- Predestinatários, mas aceitaram que o homem tinha livre arbítrio e responsável
moralmente.
e- Coordenaram a tradição e a Lei escrita numa massa de regras de fé e a prática
evoluindo com os tempos.
Saduceus
a- Constituíram o núcleo da aristocracia sacerdotal, política e social.
b- Ensinaram que não há nem galardão nem castigo.
c- Negaram a existência de espíritos e anjos.
d- Enfatizaram a liberdade da vontade humana, rejeitando o determinismo e o azar.
e- Mantinham que a Torah era única fonte infalível de fé e prática.
5- Os Essenios
a- Não mencionados no N.T. mas Filo disse que havia 4.000 ou mais.
b- Eram uma seita ascética com sede na beira ocidental do mar morto.
c- Pensa-se que houve muitos deles nas vilas e cidades da Palestina.
d- Seguiram, o conceito de comunidade de bens, abstinência , meditação, trabalho
zeloso e o celibato.
6- Os Herodianos
a- Eram partido político não religioso .
b- Esperaram que Herodes cumprisse a realização da esperança da nação.
7- Os Zelotes
a- Legalistas , pietistas, messianistas nacionalistas, intolerantes dos judeus
impiedosos e de Israel na subjugação aos romanos.

A ESPERANÇA MESSIÂNICA DOS JUDEUS
1- O surgimento no período interbíblico
a- Na época da restauração - Com o desaparecimento dos profetas houve pouca
ênfase na esperança messiânica. O interesse do povo era a observação da lei (
Ne. 8: 1-3 , 9:13- 16 ).
2- Na época dos macabeus
a- A perseguição intensa inspirou a esperança dum líder super- humano.
b- Especialmente após a tomada de Jerusalém pelos romanos em 63 a.. C. ,
encontramos o ressurgimento da esperança messiânica
3- Na época do nascimento de Cristo
a- É fato conhecido que quando Cristo veio houve uma larga expectativa da vinda
do Messias , especialmente com a morte de Herodes, o Grande.
b- Mesmo pensadores gentios como Tácito e Suetonio manifestam esta esperança
de alguém surgir dentre os judeus.
4- A idéia básica
a- Geralmente os judeus buscavam que os resgatasse um Rei que levantaria um
reino eterno e julgaria os maus. Esperavam a salvação de Israel, não dos gentios.
c- Esperavam alguém mais do que mero homem denominando-o de “O santo e
Poderoso” , “Messias “, etc. Pode ser que pensavam nele com um anjo poderoso
que viesse agir sobrenaturalmente.
5- Uma opinião de minoria
a- Alguns poucos judeus esperavam um messias sofredor.
b- Eram homens espirituais que procuravam nas Escrituras a verdade.
c- Nota-se homens como Simeão, Natanael, João Batista e Ana..

O ADVENTO DE CRISTO
1- Neste período de silêncio, o mundo foi preparado para a vinda de Cristo através de
vários povos. O apóstolo Paulo escreveu em Gl. 4:4 “Mas vindo a plenitude dos
tempos , Deus enviou seu filho”. Marcos afirmou o mesmo, dizendo : “O tempo
está cumprido e o reino de Deus está próximo” Mc. 1:15. É interessante notar a
preparação do mundo para a primeira vinda de Cristo e as contribuições dos três
grande povos daquela época. Verdadeiramente, Cristo veio na plenitude dos
tempos.
2- Elementos na preparação para a vinda de Cristo: Judaicos
a- Um povo divinamente preparado
b- Um povo escolhido para ser testemunha entre as nações
c- Escrituras proféticas predizendo a vinda do Messias
d- A dispersão dos judeus em todo o mundo conhecido
e- Sinagoga onde se estudava as Escrituras que forneceriam local para a pregação
do evangelho
f- Proselitismo que trouxe muitos gentios para o judaísmo
g- Era o povo do Livro, Interessado na prática da religião e na busca da salvação
h- Uma esperança da vinda do Messias foi oferecida pelos judeus a um mundo de
religiões pagãs. Também o judaísmo ofereceu , pela parte moral da Lei Judaica,
o sistema de ética mais puro do mundo. Mas o mais importante é que os judeus
prepararam o caminho para vinda de Cristo pelo fornecimento de um Livro
Sagrado, o Velho Testamento.
3- Elementos Gregos :
a- A filosofia grega que se aproximava do monoteísmo, tendência para a
imortalidade, ênfase sobre a consciência e dignidade humana e liberalismo de
pensamento.
b- A língua grega, tradução do A . Testamento, para a pregação do evangelho e a
escrita do N.T. junto com os termos adotados por Paulo e outro pregadores do
Novo Testamento para explicar o evangelho. No primeiro século os romanos
cultos conheciam grego e também latim. O dialeto grego usado no quinto
século a. C. , na época da glória de Atenas, tornou-se o dialeto
“Koiné” ( comum ) do primeiro século . O dialeto da literatura clássica de
Atenas foi modificado e enriquecido pelas mudanças que sofreu nas conquistas
de Alexandre Magno no período entre 338 e 146 a .C. . O NT. Foi escrito nesse
dialeto vulgar ( comum ).
c- A cultura helenística em geral com seu espírito cosmopolita, transcendendo as
barreiras, o judeu helenizado que serviria como ponte entre o judeu e gentio e a
busca da salvação do mundo romano.
d- Por um lado a filosofia grega deu uma contribuição positiva, mostrando o melhor
que o homem pode fazer na busca de Deus pelo intelecto, por outro contribuiu
negativamente, pois, nunca deu uma satisfação aos corações e nunca conduziu o
homem a um Deus pessoal.
4- Elementos romanos – Contribuição política :
a- Cristo veio ao mundo época do Império Romano. Todo o mundo ficou sob um
governo único, uma lei universal, era possível obter cidadania romana, ainda que
a pessoa não fosse romana. O império Romano mostrou as tendência de unificar
os povos de raças diferentes numa organização política.
b- Havia paz na terra quando Cristo nasceu . Os soldados romanos asseguravam a
paz nas estradas da Ásia, África e Europa.
c- Construíram excelentes estradas ligando Roma a todas as partes do Império. As
estradas principais foram construídas de concreto. As estradas romanas e as
cidades estratégicas localizadas nos caminhos eram indispensáveis a
evangelização do mundo no primeiro século.
5- Resumo dos elementos :
Na plenitude dos tempos, quando a maior parte do mundo ficou sob uma lei e um
governo, e todo o mundo falou a mesma língua diariamente, Cristo veio, cumprindo as
profecias e especialmente Jerusalém, localizava-se onde as estradas atravessavam
ligando os continentes da Ásia e África com Europa..

OS EVANGELHOS
Introdução: Os três primeiros evangelhos foram pela primeira vez chamados
“evangelhos sinóticos” por J.J. Griesbach, um estudioso da Bíblia de nacionalidade
alemã, no final do século XVIII. O adjetivo “sinótico” vem do grego (synopsis ) , que
significa “ver em conjunto”. Griesbach escolheu a palavra devido ao alto grau de
semelhanças entre Mateus, Marcos e Lucas em suas apresentações do ministério de
Jesus.
Essas semelhanças, que envolvem estrutura, conteúdo e enfoque , são visíveis
mesmo ao leitor desatento. Elas servem não apenas para unir os três primeiros
evangelhos , mas também para separa-los do evangelho de João, que tem um propósito
especial e apresenta material que não se encontra nos demais evangelhos.

Mateus, Marcos e Lucas estruturam o ministério de Jesus de acordo com uma seqüência
geográfica geral: ministério da Galiléia, retirada para o norte ( tendo por clímax e ponto
de transição de Pedro ), ministério na Judéia e Peréia quando Jesus se dirigia para
Jerusalém ( algo não tão claro em Lucas ) e o ministério final em Jerusalém. Essa
seqüência está praticamente ausente em João, evangelho que se concentra no
ministério de Jesus em Jerusalém durante as visitas que periodicamente fazia a cidade

.Quanto ao conteúdo , os três primeiros evangelistas narram muitos dos mesmos
acontecimentos, concentrando-se nas curas, exorcismos e ensinos por meio de
parábolas realizados por Jesus. João , embora narre algumas curas significativas, não
traz qualquer relato de exorcismo nem parábolas ( pelo menos das do tipo encontrado
em Mateus, Marcos e Lucas ). Além disso, muitos dos acontecimentos que
consideramos característicos dos três primeiros evangelhos estão ausentes em João :

O envio dos Doze, a transfiguração, o sermão profético, a narrativa da última ceia. Ao
apresentarem Jesus constantemente em atividade e ao sobreporem ações -
especialmente milagres – e ensinos ( geralmente ) curtos, os primeiros três evangelistas
criam um clima de ação intensa e ininterrupta. Isso contrasta claramente com o clima
mais contemplativo de João, que narra bem menos acontecimentos do que evangelistas
Sinópticos e prefere apresentar Jesus fazendo longas dissertações em vez de
parábolas curtas ou declarações breves e expressivas.

A evolução dos Evangelhos Sinópticos : Como os evangelhos Sinópticos foram
escritos? Como os autores obtiveram as informações que utilizaram sobre Jesus ?
Porque os três relatos são parecidos em tantos lugares e tão diferentes em outros ? Qual
foi o papel dos próprios evangelistas – registrar a tradição ? Autores com um ponto
de vista próprio? E, para trazer a tona a questão maior que se oculta por trás de todas
as demais – por que quatro evangelhos ?

Tais perguntas e outras semelhantes tem sido a preocupação de cristãos zelosos desde
o inicio da igreja. Um cristão do século II, Taciano, combinou os quatro evangelhos
em seu Diatessaron, Agostinho escreveu um tratado intitulado A Harmonia do
Evangelhos. Os estudiosos, no entanto , tem se debruçado mais profundamente sobre
essas questões desde o surgimento da crítica bíblica modernas em fins do século

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